
Veja os relatos do amigos radioamador Glenn Prussek Martinho – PP5FE de Blumenau Santa Catarina.
EQUIPAMENTOS UTILIZADOS
YAESU FT-817
ICOM IC-706-MKII
ACOPLADOR DE ANTENAS YAESU AT-180
ANTENA DIPOLO PARA BANDA 80 METROS
ANTENA DIPOLO PARA BANDA 20 METROS
ANTENA DIPOLO PARA BANDA 40 METROS
ANTENA DIPOLO BIGODE DE GATO BANDAS 40-20
FONTE SOUNDY 30 AMPERES
FONTE ICAT- 30 AMPERES
LINEAR VHF SOUNDY 50 WATS
ANTENA VEICULAR AQUARIUS ¼ DE ONDA
ANTENA VEICULAR COMET 2X 5/8 DE ONDA
HT ICOM IC-T90
50 METROS DE CABO COAXIAL KMP PIRELLI
BATERIA MOURA 60 AMPERES
CARREGADOR DE BATERIA BLACK-DECKER
LOGISTICA DE DESLOCAMENTO, ALIMENTAÇAO E HOSPEDAGEM
Foram gastos 150 litros de gasolina nos deslocamentos totalizando R$390,00
A alimentação não teve ônus pois o 23 Batalhão de Infantaria do Exercito forneceu
HOSPEDAGEM REALIZADA NA PROPRIA RESIDENCIA E NO BATALHAO DO EXERCITO
Relato:
No inicio do período critico das chuvas fui acionado através do rádio e pela internet das ocorrências no Vale do Itajaí onde que coloquei meu rádio na freqüência estipulada que era 7055 LSB onde já operava coordenando a rede de emergência la do Rio Grande do Sul o o qual me juntei a ele apoiando nas informações e realizando pontes de ligações como também recebi informações a serem dadas, também deixei meu radio VHF na 145270 onde também havia sido ativado como rede de emergência onde pude repassar informações sobre situação do vale e informações sobre rodovias, liguei para o Werner PP5KY avisando da situação e que ele deveria se preparar pois algo perigoso estava acontecendo, no momento estava operando a 145270 o radioamador pp5tpc de nome Monte que se encontrava em Itajaí. Na quarta feira 26 de novembro desloquei-me de Florianópolis para Blumenau as 15:30 horas com dois veículos um deles dirigia a minha esposa PU5GEL, todos os carros estavam armazenados com alimentos e muita água para meus familiares e um fardo de água para meu amigo PP5EB, neste deslocamento já tinha a informação que continuava bloqueada a rodovia Jorge Lacerda ou seja SC-470 por motivo de desbarrancamento então tracei nova rota conduzindo-se para a Rodovia Antonio Reiol que fica localizada em Brusque mas passaria por tijucas, São João Batista, Brusque e Gaspar, no caminho conversando com os outros radioamadores que me passavam informações sobre o trecho já no qual avisaram que havia sido interrompido por uma queda de barreira e fiquei preocupado pois poderia ficar isolado, tracei nova rota retornando para a BR-101 e como boa noticia havia sido liberada a SC-470 para veículos de pequeno porte e segui para Blumenau.
Chegando na cidade encontrava-se muito cansado e já eram 2000 horas, informei ao Major Tarta que estava me apresentado no Batalhão para apoiar as operações de Comunicações e aero moveis. Dia seguinte iniciou a guerra onde realizamos transmissões de mensagens de resgates, suprimentos e reconhecimentos aéreo, os serviços foram 24 horas ininterruptas gerando informação, revezávamos com os militares, a estação principal era onde estávamos funcionando dentro da seção de operações do 23 Batalhão de Infantaria, recebíamos mensagens de missões da Defesa Civil de Blumenau podiam ser com aeronaves ou com viaturas. Na sexta feira dia 28 fui fui acionado pelo Major Tarta e Cap Ferreira que informaram do mau funcionamento da 147390 de Blumenau e que no morro do cachorro havia uma família isolada onde eu deveria providenciar suprimento para a mesma eram 09:30 da manha quando acionei o radioamador Leandro – PU5FBI e informei que deveria ser ele o homem que iria cumprir a missão de botar no ar a repetidora concordando o mesmo deslocou-se para o 23BI onde foi providenciado a aeronave pantera do Exercito Brasileiro com uma equipe de reconhecimento sendo Sgt Constantino, Sgt e 3 soldados o radioamador e eu PP5FE faria o lançamentos do mesmos, ao deslocar de helicóptero para o local teríamos de encontrar um lugar para pouso, deixamos no sopé do morro o Grupo de combate que realizaria uma varredura na área a procura de pessoas feridas ou que precisassem de alimento e água pois havíamos levado 300 kilos de comida e água, enquanto eles realizavam a missão nos sobrevoávamos a área procurando uma maneira de lançar o Leandro , não conseguimos tivemos de lançá-lo via cabo numa altura de trinta metros ao lado da torre da Embratel, lançamos ele e mais suprimentos para ele e a família pois poderia mudar o tempo e ele ter que ficar aguardando dias de clima melhor para fazermos o resgate, ele como radioamador verificou a família perguntou se estavam bem e passou o alimento para os mesmo foi na repetidora realizou o reparo, passou as informações via radio e retornamos com a aeronave para o resgate dele e dos militares que estavam no local eles aguardavam do ponto da mesma aterrissagem Leandro desceu o morro por uma trilha. Lembro que os militares ao tentar subir o morro a pé tiveram de abortar a missão de contato com a família pois caíram exatamente em cima de um desbarrancamento que ali naquele momento se iniciava e dando os braços juntos conseguiram se salvar e retornaram para o local de pouso aguardando a extração, foi uma das missões no qual eu como 3 sargento do Exercito pude observar o profissionalismo dos militares e do radioamador que realizava seu serviço e a maneira tecnicamente profissional do piloto da Aeronave (Cap. Bailone) que com uma precisão cirúrgica manteve mais ou menos 40 minutos a aeronave plainando ao lado da torre da Embratel em um espaço mínimo para realizar o lançamento do radioamador e do militar do SAR. Por isso deixo um jargão que aprendi no Exercito “Não nos pergunte se somos capazes, de-nos a missão”.
Variadas formas transmissões desde pedido de socorro por motivo de doença, acidente ou pedidos de alimentos, água e evacuação de locais considerados de perigo por motivo de isolamento de área
A minha participação foi de orientar os operadores fiscalizar as transmissões apoiar a sala de operações do 23BI, gerenciar e controlar as aeronaves que pousavam e decolavam do pátio do BTL, como também como guia das aeronaves em apoio nos resgates, lançamentos de suprimentos e pessoas. Operação de radio revezando com os outros radioamadores e meus companheiros de farda.
Problemas observados:
1-Quando do uso da freqüências seja aeronáutica como a do serviço de radioamador foi observado alta interferência causada provavelmente pela Subestação do Bairro Garcia, aconselho realizar um levantamento minucioso de qual freqüência poderemos trabalhar nos próximos eventos.
2- Todos os equipamentos devem ser revisados quando da montagem desde o topo da antena ate o radio e fonte, conjunto bateria e carregador para não haver fios em contato ou solda desgastada ou equipamento em mau funcionamento lembrando sempre de ter sempre um de reserva.
3 – Aconselho o radio ser multibanda e VHF e UHF que por ocasião pode ser alterado as freqüências ou bandas, sistema aeronáutico desbloqueado para o uso em emergência.
4- Devera ser lançado varias vezes aos radioamadores nas freqüências do uso restrito da freqüência de emergência limitando-se aos operadores autorizados.
4 – Por ocasião dos órgão de segurança e Defesa Civil o radioamador no próximo evento devera fazer parte de uma relação que será entregue a prefeitura e aos órgãos de segurança atuantes durante o evento, o uso do colete não é obrigatório mas a carteira do RENER e o COER sim pois a defesa civil realiza cursos que dão o direito da participação do RENER. O Objetivo destes órgãos e ter maior controle de trafego de pessoas dentro dessas instituições.
5- Os radioamadores deverão nos abrigos pedir apoio de pessoas ou seja policiais ou militares para se revezar nos dias durante as transmissões.
6- Os radioamadores deverão solicitar a defesa civil e ao Exercito que seja ensinado sobre topografia, este conhecimento é para o radioamador poder passar coordenadas em graus ou ter conhecimento do que ele esta informando
7- Já que a cidade sempre vice estas situações de adversidades climáticas os radioamadores deveriam orientar a Defesa Civil e o Batalhão para que seja providenciado uma sala já preparada para estas missões de emergência dentro destes órgãos
8- O radioamador deverá aprender como é representada as hierarquias dentro dos órgãos de segurança, o que representa as insígnias isto para facilitar a comunicação entre todos.
9- A comunicação oficial das aeronaves e a freqüência oficial do batalhão com a prefeitura deverá ser digitalizada e protegida
10- As mensagens relativas a óbitos e corpos e outros assuntos que podem assustar ou provocar histeria deveram ser passados palavras convencionadas através de uma lista de codinomes para que as noticias veiculadas não sejam gravadas e divulgadas como forma de criar jornalismo de impacto
PONTOS POSITIVOS
1 – O alto grau de voluntariado por parte do SD djiugaiter, SD MIlcheoretoo e SD Rick todos do 23 BI em que nenhum momento demonstraram fraqueza ou falta de vontade de operar os rádios durante todo o decorrer do evento. Que sejam elogiados pelo comando do 23 bi
2 – Os equipamentos disponibilizados não apresentaram problemas técnicos, todos eram de boa qualidade
3 – O empenho do Sr. Werner em fornecer e ate mandar comprar antenas para operar na freqüência da aeronáutica melhorando assim a qualidade dos sinais de VHF seja em FM ou AM.
4 - Saliento a atuação de PP5CL Célio que é vizinho do Batalhão e não deixou nenhum dia sempre esteve ali perguntando se precisávamos de algo e quando solicitado apressou-se e rapidamente atendeu nosso chamado para resolver um problema de comunicação na Defesa civil o qual quando chegou no local já havia sido solucionado e nos forneceu boas idéias para o futuro.
5- O reconhecimento por parte das autoridades seja do Exercito e Aeronáutica para com os radioamadores.
6 – O Sr Richard Gerk – PU5KGB que não parecia só radioamador mas sim um militar que andou sempre junto do Sgt Bertoal o mesmo que o diga foi o braço direito do mesmo apoiando-o em todas as situações que ocorreram no abrigo do progresso.
Parabéns a todos os envolvidos de forma direta ou indireta, para ajudar os diversos irmãos catarineses que sofreram tamanho fragelo.
Equipe Potal PY2MTV.COM
Fonte: E-mail enviado por GLENN PRUSSEK MARTINHO – PP5FE